Demorei para postar de novo em virtude da faculdade que anda me enlouquecendo, mas estou aqui de volta, não pensem que esqueci de vocês! E hoje venho com um textinho, uma reflexão, um pensamento muuuuito forte meu por esses tempos... Boa leitura!
Seu peito doía, era uma dor quase insuportável e as vezes nem quase, era de fato insuportável Queria arrancar aquele sentimento de seu peito e atear fogo, não aguentava mais. Chorava todos os dias, quase não tinha mais lágrimas para derramar. Estava exausta. Queria mesmo se matar, já havia tentado algumas vezes, mas não havia obtido sucesso, seus amigos haviam a salvo. No calor do momento tinha dito à todos que os odiava por a terem salvo, que queria ter morrido, não queria mais estar ali e eles tinham estragado a vontade e a escolha dela. Todavia, eles sabiam que ela não falava a verdade, que, por mais que estivesse sofrendo agora, era forte o suficiente para enfrentar toda essa dor. Manuela era a que mais a apoiava, ia todos os dias à casa de Valentina para conversar e tentar diminuir sua dor. Talvez ela fosse o motivo por qual Valentina não tentava se matar há mais de 3 meses.
"Suicidar-me irá solucionar todos os problemas" disse Valentina, pelo quarto dia seguido. E recebeu instantaneamente de Manuela um "Deixa de dizer bobagem, a pior coisa que tu pode fazer é isso! Será que não vais perceber nunca?". Dito isso resolveu ir para casa e deixar Valentina pensando sobre o assunto. Estava preocupada com a volta da insistência dela em se matar, temia que acontecesse de novo, e mais, temia que dessa vez ela conseguisse. Valentina tinha feito diversos planos para sua morte, mas não havia tido coragem o suficiente para executá-los ainda, não depois de tudo que Manuela vinha lhe dizendo nesses últimos dias. Por mais que achasse que sua morte seria melhor para todos, não podia deixar de concordar quando Manuela dizia que as pessoas sentiriam sua falta, ou que ao menos ela sentiria. Podia ter certeza que ninguém mais notaria sua morte, mas também não podia negar que Manuela se machucaria, pois era a única que não havia desistido dela.
Ficou a tarde e a noite toda pensando nas palavras de Manuela, ouvindo ela dizer o quão egoísta era pensar em se matar de novo, que não bastava já ter tentado outras vezes? Não bastava ter feito sua família sofrer antes? E o pior, não se importava com o que ela, a pessoa que mais se importava com ela, iria sentir? O que ela queria não era se matar, causar problemas e dor para os outros, mas simplesmente sumir, nunca ter existido. Queria se livrar de toda a dor que tinha acumulado com o tempo, mas sem que gerasse consequências nas pessoas que ela -infelizmente- ainda amava. Manuela a fazia pensar se ainda valia a pena, se de fato morrer seria a solução de todos os problemas... Depois de tantas conversas, tantas palavras e tantos conselhos que Manuela havia lhe dado, Valentina já não tinha mais tanta certeza.
Espero que tenham gostado do texto e aproveitem para pensar no assunto também.
Ah, e um conselho para vocês: Tudo passa.
A morte nunca será a solução dos seus problemas, ou quem sabe, pode ser a solução dos TEUS problemas, mas irá criar diversos outros pros teus amigos, tua família, teu amor... E eu tenho certeza que por mais ferrada que esteja a tua vida, ela pode melhorar, basta ter força de vontade e acreditar. Por isso eu digo também: Confiem nos amigos de vocês, porque eles podem aliviar dores impressionantes, aquelas que a gente achava que eram impossíveis de passarem.
Deds.





