[SPOILER ALERT!]
Eu li Cinquenta Tons. Duas vezes.
Primeira coisa que vocês tem que
entender sobre mim é que eu sou meio masoquista quando o assunto é livros. Meu
gosto por eles é meio diferente, e por isso eu não posso dizer que odiei o
Cinquenta Tons – claro que como qualquer ser humano normal eu posso ver as
falhas dele.
Vamos iniciar falando um pouco de
cada livro. Se eu tivesse que defini-los em poucas palavras seriam estas a
baixo.
Cinquenta Tons de Cinza: Menina
recatada encontra o homem sonho de qualquer mulher porém ele é completamente
problemático. Tem contratos, gravatas, cintos e mimimi.
Cinquenta Tons Mais Escuros: O
casal volta e é feliz de novo até entrar um terceiro e um quarto elemento na
relação. Temos bolas tailandesas, tapas, tapas com bolas tailandesas, Christian submisso, pedidos
de casamento e mais mimimi.
Cinquenta Tons de Liberdade: Eles
se casam, e quando achavam que poderiam ser felizes o quarto elemento resolve
infernizar a vida deles. Tem algemas, bolas tailandesas de novo, gravidez,
sequestro, pancadaria, Christian submisso (my bad) e MAIS MIMIMI.
Podemos resumir os três livros em
duas palavras: mimimi (isso é uma palavra?) e sexo. A Anastasia passa chorando
e #xatiada e Christian, nosso sonho de homem, acha que pode resolver tudo com
sexo (bom, não vamos negar que, néam).
Ok, vamos analisar tudo que
engloba os livros. Obviamente eles foram mal escritos, tão mal escritos que as
vezes doía. E ele era, originalmente, uma fanfic de Crepúsculo – o que me fez
comparar CADA ACONTECIMENTO RELEVANTE do livro com o que aconteceu nos quatro
livros do Twilight... Tudo bem, já era de se esperar, mas poxa vida E. L.
James, você poderia ter sido mais criativa.
Além disso,
o que a senhora caracteriza no livro como masoquismo está mais para sexo
angelical comparado ao verdadeiro sadomasoquismo (não que eu seja uma
especialista nisso, pelo amor de todos os deuses). Tudo bem ele o Christian
nunca chega a ser realmente o Dominador e a Anastasia a Submissa, mas poxa vida
né.
Mas o livro
não é de todo ruim. Graças a ele o sexo não é um assunto tão proibido, como
vinha sendo caracterizado. Obviamente que precisar de um livro que contenha
cenas eróticas para que a população possa a vir discutir o assunto é a maior
bobeira do mundo, mas mesmo assim ao menos não é mais feio discutir sobre sexo.
Infelizmente as pessoas tiveram que precisar de um livro pra largar toda essa
coisa puritana.
E tenho que
admitir que a história não é a pior coisa que já li, tendo alguns pontos
positivos inclusive. O fim do primeiro livro, quando a Ana encontra a Leila no apartamento
dela e o acesso de submissão do Christian no segundo livro, a gravidez e a
tentativa de salvar a Mia do sequestro no terceiro livro. Essas são as que eu
mais gostei, mas tem muitas outras cenas boas também.
Não foi o
melhor livro que li na minha vida, nem de longe. Mas não me arrependo de ter
lido, e acho que seria uma experiência interessante para aqueles que ainda
consideram o sexo algo “sujo”. Além disso, todas vai se apaixonar pelo Grey, sério.
Eu inclusive cheguei a sonhar com o maldito...
p.s.: Graças ao Cinquenta Tons, agora temos tipo vinte mil
livros de putaria pra ler. E como um copo d’agua e putaria não se nega a
ninguém, eu já tô lendo uma outra série. Assim que eu acabar ela eu venho falar
aqui.
Érica

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