segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Trilogia Cinquenta Tons - E. L. James

[SPOILER ALERT!]

Eu li Cinquenta Tons. Duas vezes.

Primeira coisa que vocês tem que entender sobre mim é que eu sou meio masoquista quando o assunto é livros. Meu gosto por eles é meio diferente, e por isso eu não posso dizer que odiei o Cinquenta Tons – claro que como qualquer ser humano normal eu posso ver as falhas dele.
Vamos iniciar falando um pouco de cada livro. Se eu tivesse que defini-los em poucas palavras seriam estas a baixo.


Cinquenta Tons de Cinza: Menina recatada encontra o homem sonho de qualquer mulher porém ele é completamente problemático. Tem contratos, gravatas, cintos e mimimi.
Cinquenta Tons Mais Escuros: O casal volta e é feliz de novo até entrar um terceiro e um quarto elemento na relação. Temos bolas tailandesas, tapas, tapas com bolas tailandesas, Christian submisso, pedidos de casamento e mais mimimi.
Cinquenta Tons de Liberdade: Eles se casam, e quando achavam que poderiam ser felizes o quarto elemento resolve infernizar a vida deles. Tem algemas, bolas tailandesas de novo, gravidez, sequestro, pancadaria, Christian submisso (my bad) e MAIS MIMIMI.
Podemos resumir os três livros em duas palavras: mimimi (isso é uma palavra?) e sexo. A Anastasia passa chorando e #xatiada e Christian, nosso sonho de homem, acha que pode resolver tudo com sexo (bom, não vamos negar que, néam).

Ok, vamos analisar tudo que engloba os livros. Obviamente eles foram mal escritos, tão mal escritos que as vezes doía. E ele era, originalmente, uma fanfic de Crepúsculo – o que me fez comparar CADA ACONTECIMENTO RELEVANTE do livro com o que aconteceu nos quatro livros do Twilight... Tudo bem, já era de se esperar, mas poxa vida E. L. James, você poderia ter sido mais criativa.
            Além disso, o que a senhora caracteriza no livro como masoquismo está mais para sexo angelical comparado ao verdadeiro sadomasoquismo (não que eu seja uma especialista nisso, pelo amor de todos os deuses). Tudo bem ele o Christian nunca chega a ser realmente o Dominador e a Anastasia a Submissa, mas poxa vida né.
           
            Mas o livro não é de todo ruim. Graças a ele o sexo não é um assunto tão proibido, como vinha sendo caracterizado. Obviamente que precisar de um livro que contenha cenas eróticas para que a população possa a vir discutir o assunto é a maior bobeira do mundo, mas mesmo assim ao menos não é mais feio discutir sobre sexo. Infelizmente as pessoas tiveram que precisar de um livro pra largar toda essa coisa puritana.
            E tenho que admitir que a história não é a pior coisa que já li, tendo alguns pontos positivos inclusive. O fim do primeiro livro, quando a Ana encontra a Leila no apartamento dela e o acesso de submissão do Christian no segundo livro, a gravidez e a tentativa de salvar a Mia do sequestro no terceiro livro. Essas são as que eu mais gostei, mas tem muitas outras cenas boas também.

            Não foi o melhor livro que li na minha vida, nem de longe. Mas não me arrependo de ter lido, e acho que seria uma experiência interessante para aqueles que ainda consideram o sexo algo “sujo”. Além disso, todas vai se apaixonar pelo Grey, sério. Eu inclusive cheguei a sonhar com o maldito...

p.s.: Graças ao Cinquenta Tons, agora temos tipo vinte mil livros de putaria pra ler. E como um copo d’agua e putaria não se nega a ninguém, eu já tô lendo uma outra série. Assim que eu acabar ela eu venho falar aqui.


Érica


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