segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dez séries que valem a pena assistir pt. 2

A Deds fez a lista dela mais cedo e eu vou fazer a minha. Sem ordem de preferência, por que isso seria impossível de ser feito - na verdade acho que o primeiro lugar é o único que tá na posição certa.

1. Friends 
Acho que Friends é o único seriado que eu assisti umas 3720 vezes - eu assisto SEMPRE na Warner, haja visto que eles dão a meia noite e meia, as cinco e meia, as oito horas, ao meio dia, as dezessete horas e as dezoito horas e dez minutos. A série tem 10 temporadas e eu não consigo ter uma favorita, ou um episódio favorito. Acho que todo mundo conhece a sinopse e etc, mas aqui vai: acompanhamos a vida e rotina de seis amigos - Rachel, Monica, Phoebe, Ross, Chandler e Joey, durante as temporadas presenciamos casamentos (muitos, o Ross que o diga), gravidez (inclusive de irmãos e não é incesto), idas e vindas de namoro e etc etc etc. E uma das coisas que mais gosto na série são os Bloopers (erros de gravação), que conseguem ser mais engraçados que os episódios. Achei um vídeo com os melhores, mas eu aconselho que vocês vejam os erros de todas as temporadas - para ouvir a risada linda da Lisa <3



2. Game of Thrones
Demorei para começar a ler A Song of Ice and Fire e ver Game of Thrones e me arrependo. Aqui estou eu correndo atrás do tempo perdido e lendo livro enlouquecidamente. Vi as duas primeiras temporadas e tô lendo o segundo livro - aguardo ansiosa a(o) terceira(o) temporada e livro. GoT se passa em um continente chamado Westeros, onde o verão dura décadas e o inverno pode durar para sempre. Existem as casas principais e a paz é mantida enquanto suas diferenças não reaparecem. É uma série bem legal e completamente insana (no sentido de que eu gostaria de usar o que o George R. R. Martin usou ao cria-la), vale a pena citar que rola muito sexo/incesto/sangue/morte/injustiça e as duas ultimas normalmente ocorrem com os personagens favoritos. É completamente fantasiosa e é uma das séries da qual eu sou mais "fangirl": eu passo meio que criando ships e enlouquecida tipo JON JON ROBB THEON SEU DESGRAÇADO ARYA NÃO NED NÃO RENLY AI BRAN AIUHDNBIAJHNIOJbsnjuhi I CAN'T I JUST..... Tipo assim. Fiquei em duvida com que vídeo colocar aqui - ou quando eles encontram os lobos, o Robb chatiadissimo, as milhares cenas sensuais pra cacete.... Mas o que selecionei foi uma das cenas que mais ri, com nosso bastardo mais amado do nosso mundo: Jon Snow <3


3. Vampire Diaries
Lembro que depois de ler a série Crepúsculo (eeeeeeeh) eu fiquei meio-que-completamente viciada em vampiros, então eu li a série do Vampire Diaries e imaginem se não fiquei feliz quando lançaram a série. E ela é especial, já que NÃO EXISTEM PERSONAGENS FEIOS. Juro por tudo que é mais sagrado para mim. Ela conta a história do triângulo amoroso mais lindo do universo: Stefan e Damon Salvatore (dois vampiros) com a doppelgänger-e-futura-vampira Elena Gilbert. Nesse meio tempo temos originais, lobisomens, caçadores e muitos personagens queridos morrendo. Sou bem "fangirl" quanto essa série também, ainda mais com toda a situação Delena ou Stelena (Damon+Elena ou Stefan+Elena) e eu não tomo partidos. O livro é meio diferente do que o seriado, mas os dois são incríveis. O vídeo que escolhi para Vampire Diaries é sobre os Mikaelsons (ou os Originais), que é uma das famílias mais lindas do mundo da séries. Essa diaba dessa mulher sabe fazer filhos... (graças a minha belíssima interwebs eu não consegui ver o vídeo, se for uma droga sinto muito aiuhuaih)


4. Gossip Girl
Diferente de TVD, eu vi a série, ou o que tava disponível dela, antes de ler os livros. Ainda não consegui ver até a sexta temporada, mas eu sei quem é a Gossip Girl já que falar SPOILER pra mim é como falar em doce para formigas. O seriado fala sobre a vida adolescente/adulta-jovem dos ricos e poderosos de Manhattan na visão de uma blogueira, a Gossip Girl. A série gira em torno de Blair, Serena, Chuck, Dan e Nate - além de vários outros personagens secundários - e são todos lindos (na vida real não é assim neam). Eu gostaria de ter a pessoa responsável pelas roupas da série como meu estilista pessoal, por que as vestimentas das personagens são um sonho. O vídeo escolhido é um teaser do piloto. Chuck novinho e Dan impressionado com a Serena me faz lembrar de tempos a muito vividos <3


5. E.R.
E.R. é a primeira série que tenho lembrança de ver: na cama dos meus pais, dublada e na Globo. É um seriado daqueles que todos amam, um romance médico. Tem 15(!!) temporadas e eu acho que não vi nem metade, é dificil até falar sobre ela visto a quantidade de personagens importantes que já passaram pelo County General Hospital. Como todos devem imaginar, ela se passa no PS de um hospital e gira em torno dos médicos que lá atendem, os pacientes e as famílias. É emocionante, juro que chorei em quase todos os episódios que vi, ele trás para o público diversos assuntos como guerras, HIV, perda de entes queridos, adolescentes&álcool, câncer, acidentes, alcoolismo, tiroteios e até ataques químicos. Acho que se eu tivesse que escolher, esta seria minha segunda série favorita de todos os tempos. Personagens marcantes que me vem a cabeça agora são: Abby <3 <3 (essa é minha personagem feminina favorita de todos os tempos, e se algum de vocês já viu E.R. sabe o por que), Luka <3, Ray <3 <3, Neela, Archie <3, Pratt <3, Gates <3, Brenner, Greene, Sam, Carter. O vídeo é um pequeno tributo a Abby, com cenas do ultimo episódio dela. Quando aparece aquela sala com as placas de todos os médicos que por lá passaram eu chorei minha vida fora.


6. 2 Broke Girls
Mas, vamos falar de comédia. 2 Broke Girls é um seriado novo sobre duas garotas que tem um sonho: montar uma loja de cupcakes. Uma delas sempre foi pobre e está acostumada a não realizar nada de importante (Max <3) já a outra era uma das pessoas mais ricas de Manhattan até descobrirem como o pai dela conseguia o dinheiro todo (Caroline). A Max é uma personagem extremamente engraçada, com aquele humor negro e irônico que todos amamos; já a Caroline é meio meh, o que deixa ela engraçada é a tentativa de adaptação com a vida sem grana. O vídeo será sobre a breve história de amor da Max com a antiga banheira da Caroline. 


7. Scrubs
Mas uma série médica (queria ter posto Grey's Anatomy e Private Pratice também, mas nem deu), mas essa é de comédia! Acompanhamos o querido JD, Turk, Elliot e Carla em seu trabalho no hospital. Ela não é aquela série pesada, tipo as que citei ali ou E.R., muito pelo contrário. Tem um humor leve e muito bom de ver. Destaque e vídeo para o bromance de JD e Turk <3



8. Two and a Half Man
Eu amo o Ashton, mas a série era boa com o Charlie. Acompanhamos a história do bêbado e promiscuo Charlie Harper, que acolhe o irmão e o filho Jake depois de que Alan se divorciou da mulher. O que tornava a história engraçada era o fato de o Charlie sempre procurar uma maneira de o Alan ir embora e nunca obtendo sucesso. Destaque para o mini Jake, que depois de velho virou um militar chapado (meh). Vídeo de uma das melhores bebedeiras do primogênito dos Harper e seu drinking helmet (seria muito útil).


9. Will & Grace
Após tentar transar com sua namorada, Will finalmente percebe que é gay e a partir daí se torna melhor amigo de Grace (aka a namorada). Nunca cheguei a ver alguma temporada completa, mas isso está na minha lista-de-coisas-para-fazer-logo. Atenção especial para os coadjuvantes, que acabaram sendo mais queridos que os homônimos à série: Jack e Karen <3. Ele é o esteriótipo do gay e ela é uma socialite que vive a base de álcool e remédios - a química entre os dois é DEMAIS. A série trata de um modo muito divertido um assunto que na época (fim dos anos 90 e inicio dos 2000) não era muito falado, que é a homossexualidade. É até hoje uma a mais famosa a ter personagens principais homossexuais. O vídeo escolhido foi um com os melhores momentos do lindo do Jack <3


10. South Park
South Park é uma sitcom em forma de desenho de 16 temporadas. Contém aquele humor negro, cruel e imoral que eu tanto amo. Gira em torno de quatro crianças - Stan, Kyle, Eric e Kenny - além ter eventuais episódios tendo Butters como "principal". Esse é o tipo de seriado que não precisa ter um acompanhamento cronológico - tipo Simpsons - e sempre vai ter graça. E por isso eu não consegui decidir por um momento da série e vou por um vídeo do filme, hatters gonna hate. UNCLE FUCKER! <3


UM ADENDO ESPECIAL: Whose Line is it Anyway? (US)
Eu não sei se isso é uma série ou um programa de auditório ou um game show, mas eu precisava por aqui. Whose Line é um programa apresentado por Drew Carey com  os seguintes comediantes fixos: Colin Mochrie, Ryan Stiles (o Herb de TAHM) e Wayne Brady - tendo como convidados mais recorrentes Greg Proops, Brad Sherwood, Jeff B. Davis, Chip Esten e Kathy Greenwood (meh). Eles participam de jogos onde tem que fazer improvisos, e é a coisa mais engraçada do universo. A platéia participa desde dando ideias para os jogos até improvisando-os com os comediantes. É impossível decidir por um vídeo, então aqui vai um canal inteiro para vocês. Lembrando que dá pra assistir alguns jogos avulsos, não precisa de uma ordem cronológica.

É isso! Minhas opções e da Deds são bem diferentes, então sejam ecléticos e acatem um pouco de cada :D

Érica

domingo, 27 de janeiro de 2013

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Eu poderia te ido estudar na UFSM, inclusive me arrependo até hoje de nao ter efetuado minha matricula. Uma menina que seria minha colega faleceu no incêndio da boate Kiss. Mais de 200 pessoas faleceram nessa tragédia e esse post uma demonstração de luto, carinho e força da equipe do blog "E o acido?" para os amigos e familiares das vitimas. Nao existem palavras bonitas, frases de efeito ou alguma coisa que possa reparar tal perda das pessoas.
Sabe quando tu liga cinco vezes para alguém que nao atende e tu fica puto? Imagina ligar 140 vezes. Imagina entrar em um ginásio onde uma sinfonia de celulares toca sobre os corpos das vitimas, tal como uma marcha fúnebre.
Força e luz para aqueles que perderam alguém ou até para você que, assim como todo mundo, deve estar abalado.

Esses são os votos da nossa equipe, quatro universitários que gostam de sair e se divertir, tal como as duzentas e tantas vitimas.

Érica
(Post escrito via celular, relevem os erros)

Dez séries que valem a pena assistir


      Como ninguém tinha feito uma lista ainda, eu resolvi mudar isso hoje. E, já que o meu maior amor -no momento- é por séries, vou fazer uma lista com as dez séries que eu vi/estou vendo e gostei/gosto um monte.

1. House M.D. ♥
2. The Walking Dead
3. Grimm
4. Law & Order SVU
5. Revolution
6. Bones
7. Elementary
8. Skins
9. Prison Break
10. Homeland*

       Ia colocar em ordem de preferência, mas quando eu fui fazer isso troquei tantas vezes todas de lugar que cheguei a conclusão que é impossível, pra mim todas estariam em segundo lugar -já que House é o meu maior amor pra sempre-, então considerem apenas o 1º lugar como preferido e o resto todo empatado.
       Vou começar ainda nessa semana a ver Game of Thrones, que a Érica super indicou e falou bem, e o Bruno, meu namorado querido, se prestou pra baixar pra mim, então, quem sabe, em uma lista futura, ela não esteja presente também?

*Recém comecei a ver Homeland, mas já estou gostando, e a história parece, de fato, interessante, por isso a coloquei na lista...

Deds.

                                           EDIT 5/02/13

       Tinha comentado antes que ia começar a ver Game of Thrones semana passada, e entããão... Não só comecei como já terminei! De quarta-feira até hoje vi a primeira e a segunda temporada, e adivinhem? Sim! Entrou para a lista das minhas séries preferidas. Também terminei de ver a primeira temporada de Homeland e me apaixonei, logo vou baixar a segunda. Espero que vocês tenham gostado das minhas dicas!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Agora ela tinha certeza, felicidade não se encontra na riqueza


Mirella sempre teve tudo o que quis, roupas caras, sapatos mais ainda, jóias lindas, celulares de lançamentos... Filha dos maiores empreendedores da cidade, só frequentava lugares de elite, escola, baladas, restaurantes, para ela eram sempre os mais finos, os mais chiques. 
Sorria para todos na rua, parecia estar sempre feliz. Quem a via passar achava ser a pessoa mais contente do universo, ela irradiava felicidade por onde quer que passava. Mas bastava ela chegar em casa para essa máscara quebrar. Parecia completa, mas era vazia. Tinha sonhos que o dinheiro não podia comprar, mas não conseguia realizá-los.Sempre quis ter amigos que não se importassem com a roupa que ela vestia ou namorar com garotos que não o faziam por ela ser rica.
O amor? Esse Mirella só conhecia o superficial, seus pais nunca estavam muito presentes e para preencher a ausência lhe enchiam de mimos. Esqueceram de lhes avisar que amor não se compra. Quem a amava de forma mais pura, possivelmente era sua chihuahua, Belinha, com quem passava todas as tardes.
Vivia em um mundo esteticamente perfeito, mas qualquer um que fosse um pouco mais fundo nele perceberia o quão torto e errado ele era. Seu maior sonho? Fugir, ir para um mundo de verdade, onde as pessoas não vivessem apenas de aparências.

Deds.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eu sou uma boa pessoa.


Olhem essa pessoa querida e me digam: o que vocês pensam dela?

 Meu incrível bom humor de sempre (essa é uma das minhas fotos favoritas, for real)

Por incrível que pareça eu sou uma pessoa boa. Sério. Eu sei que se tu olhares para mim não vai ver isso. Pareço uma pessoa grossa (e eu sou, as vezes),  estou sempre com cara de brava (é minha cara, sinto muito), estou SEMPRE reclamando (vide as redes sociais) e sou mau humorada. Mas eu sou uma pessoa boa e altruísta. Sério. Juro.
Hoje mesmo estava voltando para casa da minha breve odisseia por esta bela cidade quando um senhor me abordou. Tirei os fones do ouvido e recebi um dos pedidos mais educados da minha vida (sendo chamada inclusive de senhora, sendo eu uma humilde guria de 18 anos que faz lhufas da vida), pedindo uma ajuda para comprar uma passagem para São Leopoldo. Dei dois reais para ele. Esses dois reais não me fariam a mínima diferença. Já comprei bala de goma, chiclete e até uma cartela cheia de agulhas para costura. Já doei dinheiro para a categoria de base do Brasil. Todo Natal, Páscoa e Dia das Crianças minha família faz doações. Eu raramente aceito sacolas plásticas em lojas – a não ser em casos que não tenho lugar na bolsa ou quando é muita coisa, obviamente. E tu aí achando que eu só olhava pro meu umbigo.
Eu não sou a Madre Teresa, afinal passo meus dias na maior inércia, só falo bobagem e meu humor negro/ironia ofende muita gente. Até dou lugar pras pessoas passarem na rua e digo “obrigada” e “desculpa” até demais. Mas a questão toda é que por trás dessa fachada carrancuda que levo, existe uma pessoa boa. Juro. 

Érica

EDIT (23/01)

Li em um compartilhamento dessa postagem algo que me deixou incomodada. A critica não foi o que me chateou, todos recebem criticas e é bom saber o que vocês pensam sobre o que escrevo, mas o modo que fui criticada:
1) Não foi direta, ou seja, caso eu não tivesse sido avisada eu sequer teria lido;
2) Meu texto foi caracterizado como "100% baboseira" - ótimo argumento;
3) Fui acusada de "cair no conto da passagem de ônibus", "dar dois reais e achar que fui altruísta" e ainda ser "dois reais dos meus pais já que sou estudante, dependente e QUERENDO SER BLOGUEIRA".

Já que tudo isso foi comentado em um local que eu não posso dar minha resposta de direito, vou escrever aqui.
Caro senhor, me chamo Érica Barros e sou sim estudante e dependente dos meus pais - o que o senhor obviamente já foi. Caso me conhecesse (não estou lhe acusando de nada, não é sua obrigação saber algo sobre mim) saberia que eu realmente não gosto de depender dos meus pais, o que eu mais gostaria atualmente é poder me sustentar (além da primeira temporada de GoT em dvd, mas enfim) e isso infelizmente não é possível. Procuro estágios, mas ainda sou completamente inexperiente em qualquer coisa para ser contratada. Não tenho vergonha de ser sustentada pelos meus pais, sou praticamente uma criança ainda.
Sobre eu ter caído num conto... Isso pode até ser verdade, porém o senhor deveria saber que eu acredito no melhor das pessoas. Sou ingenua? Sim, posso até ser. A pessoa para quem dei míseros dois reais pode ter ido direto na Gelei para comprar bebida. Ou pode ter voltado para casa. Essa situação foi apenas um exemplo, se o senhor não entendeu o que eu realmente quis dizer com meu texto você deveria estudar interpretação textual.
Agora falarei sobre minha parte favorita: o fato de eu estar "querendo ser blogueira". Entendi isso de um modo depreciativo, não sei se foi a intenção do senhor. Eu sou uma estudante de jornalismo, escrever é o que eu quero fazer da minha vida. Gosto de ter um espaço onde posso dar minha opinião sobre certo assunto, postar meus contos, falar dos livros que leio. Este blog é um lugar criado pela Érica (oi), pela Deds, pela Cássia e pelo Bira. Três estudantes de jornalismo e um de medicina. Nós gostamos de escrever. Nós gostamos de dar nossa opinião sobre a sociedade.
O senhor não me conhece, e talvez ao ler meu texto tenha pensado que sou uma menininha que gasta o dinheiro dos pais em bobagem. Até posso ser. Mas o que eu quis dizer no texto é que apesar de não parecer uma boa pessoa, eu sou. 
Agradeço pela crítica, aqui deixo minha resposta e, se isso chegar ao senhor, terá todo e qualquer direito a uma treplica.

Atenciosamente,
Érica Barros.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Pelotas, quinze de janeiro de dois mil e nove


         Lembro do dia 15 de janeiro de 2009 como se fosse hoje. Estava deitada na minha cama e no Orkut (sim, Orkut....) quando meus pais entraram no meu quarto falando “Teve um acidente com o ônibus do Brasil, liga na Pelotense”. Enquanto meu pai se arrumava para ir pro Pronto Socorro (ele era diretor geral de lá na época) liguei meu mini system, fiquei ouvindo noticias e criei um tópico na comunidade do Brasil perguntando se alguém sabia de algo já.  Após algum tempo sem notícias, fui com minha mãe e meu irmão para a sacada aqui do apartamento para esperar as ambulâncias (é, eu moro do lado do hospital), levei o rádio e meu bom e velho notebook junto. Vi quando as primeiras ambulâncias chegaram, trazendo o Cléber Gaúcho. Durante todo o tempo que as ambulâncias chegavam e partiam eu repetia o mantra na minha cabeça “Por favor, que uma dessas chegue com o Milar, o Alex e o Régis”. As ambulâncias me trouxeram um.
            Depois de algum tempo fiquei sabendo que ele, o Cléber Gaúcho, trouxe a noticia da morte do Milar para o senhor médico do time, que falou pro meu pai. Chorei como se tivesse perdido algum parente, alguém próximo. Chorei no ombro da minha mãe. Não pude dar a notícia para ninguém, e sinceramente sequer queria – seria como afirmar aquilo que eu ainda esperava que fosse mentira. Eu lembro de só encarar as luzes ofuscantes das ambulâncias e ver os torcedores na volta do hospital, querendo noticias de primeira mão. O resto da madrugada passou como um borrão, continuei chorando ao saber da morte do Régis e do Giovani, e que o Alex havia sobrevivido. Após um tempo me acalmei, tentei bloquear aquilo tudo, e por algum motivo quando estava quase amanhecendo descemos para comprar refrigerante numa lancheria que tem aqui perto – e lá vi, a dor estava estampada no rosto das pessoas. Uma dor que tu sabe que nunca vai ser superada, apenas será bloqueada. E novamente comecei a chorar baixinho na rua (juro que eu nunca chorei tanto numa mesma madrugada).
            Meu pai ficou lá no Pronto Socorro durante todo esse tempo, e foi nesse dia que vi o quão incrível ele é. Ele e todos os médicos e enfermeiras(os) que acordaram e saíram de casa em plena madrugada, inclusive alguns que não trabalhavam no PS. Quando meu pai chegou eu já estava no meu quarto, tentando inutilmente dormir. Minha mãe diz que ele apenas “quebrou”, saiu da máscara de médico já havia visto de tudo em mais de 10 anos de emergência, quando chegou em casa. Ele viu os jogadores por quem torcemos abraçados, juntos, rindo, com raiva num estado que ninguém deveria estar – quebrados fisicamente e emocionalmente. E eu admiro muito isso, o profissionalismo. Eu nunca conseguiria agir assim. E eu devo a ele tudo que me cerca o Brasil, já que quando eu era apenas um bebê ele fazia um bullying severo com o Pelotas sempre que víamos uma referencia ao co-irmão pela rua. Fui planejada geneticamente para torcer para o Brasil.
            No primeiro jogo após o acidente, com o Botafogo, vi um dos espetáculos mais alucinantes como torcedora xavante, algo que mesmo quatro anos depois eu nunca vi a torcida daquele modo. O gol do Alex Martins contra o Santa Cruz, onde jogou três flechas para o ar sob o grito de 15 mil pessoas. O time ruim, ruim que doía. A briga e a fúria do Alex na goleada sofrida contra a Ulbra na Baixada e do Danrlei levando a maior voadora que vi na minha vida. Tudo isso tá na minha memória. Tá na memória de todos os torcedores, inclusive isso é visível em todos os jogos onde a gritamos os três nomes. Na apresentação do filme sobre o centenário, quando se falou do acidente, apenas se ouvia fungadas.
            É uma noite que não acabou, como diz o título do incrível livro do Eduardo Cecconi e do Nauro Junior, apenas aprendemos a viver com ela.
            Nunca esqueceremos.

            

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A dor do amor

Essas três palavras retumbam na minha mente e eu me agarro nelas como alguém se agarra em seu último fiapo de vida, lutando para sobreviver. Quero poder ouvi-las para sempre, da tua boca. Hipócrita. Me sinto a maior hipócrita de todos os tempos. Falei mal milhares de vezes sobre pessoas que fazem exatamente o que me encontro fazendo... A gente sempre julga errado, até entender, até ser com a gente, até sentir. Cada um tem seus motivos. Eu tenho o meu, eu tenho a ti, eu quero continuar a te ter. Eu quero. Eu desejo. Eu almejo. Eu preciso. Eu te preciso. Te preciso como qualquer viciado precisa de uma droga. És minha droga. És meu vício. Eu lavo minha alma com as lágrimas que insistem em escorrer pelo meu rosto e cair sobre meu colo, fazendo arder as feridas resultantes da minha recaída depois de cinco anos de abstinência. E a cada palavra que digito, as outras três continuam ecoando em meus pensamentos. Eu te amo.

Deds